domingo, 10 de julho de 2011

A chegada repentina de Elis





Por Isis Correia



Às 15h30 da tarde de 05 de julho de 2011, uma ligação mudou o destino de minha vida. Ligo para minha obstetra para falar sobre o resultado de um exame, no qual tudo estava bem com Elis, e aproveito para tirar umas dúvidas sobre algumas sensações que estava percebendo nos dois dias anteriores. Pela competência e compromisso do anjo que apareceu na minha vida, na figura de alguém que escolheu por amor estar disponível 24horas do dia para trazer ao mundo novas vidas e transformar a rotina de tantos casais, atendi ao chamado da obstetra e fui ao seu consultório. Ao fazer o toque me revelou que eu já estava em trabalho de parto e que minha filha não passava daquela noite para nascer. O mais engraçado é que a medida que ela me fazia várias perguntas sobre o tempo que estava sentindo contrações, certos incômodos, cheguei a conclusão que minha falta de experiência enquanto mãe poderia colocar em risco a vida de minha bebê, afinal o que eu achava que era contração não era. Ela constatou que meu colo do útero estava se abrindo e passou 10 minutos com a mão sobre minha barriga para perceber o ritmo das contrações. Eu, na minha santa ignorância, perguntei a ela como ela sabia só em colocar a mão na minha barriga e senti “a dureza” do meu abdômen. Ela disse que aquilo era o meu útero contraído e que naqueles 10 minutos as contrações já estavam intensas, só que meu limiar de dor era muito alto. Após a explicação, com a cara mais lisa do mundo, ri e disse a ela: “Ah doutora, contração é isso, é?! Ah então eu to com isso desde sábado ou domingo...” Eu jurava que contração eram cólicas fortes, fisgadas finas que davam até “lá”... Eu e o pai dela achávamos que era a Elis em uma posição na parte superior e pior, falávamos com a contração como se estivéssemos sentindo o bumbum ou as perninhas dela. Ou seja, eu teria a minha filha num susto, achando que estava tudo bem e que era tudo normal. E ainda como se não bastasse, eu ele estávamos fazendo as contas erradas e ao invés de 38 semanas e meia, nossa Elis estava com 37 semanas. Por isso, marinheiras de primeira viagem, qualquer alteração, não achem, perguntem e confirmem porque uma dúvida pode fazer diferença na realização do maior sonho de nossas vidas que é ser mãe. Às 17h, quando acabou a consulta, a orientação da médica foi: “Vá para casa pegar suas coisas, enquanto eu organizo a equipe médica e ligo para dizer onde será o parto hoje à noite”. O pai ficou vermelho, encheu os olhos de lágrimas, foi chorando do consultório até em casa, em casa chorou mais um bocado e no hospital, então, nem se fala... Eu estava anestesiada, não tive tempo de permitir ansiedade... Foi tudo muito rápido. Eu só pensava nas minhas unhas que eu ia fazer de manhã e resolvi não ir naquela terça. E os biscoitinhos da Vovó Ina que ia encomendar para levar para a maternidade, naquela mesma tarde de terça... nada, agora não havia mais tempo! Tanta programação e mais uma vez, a prova de que não somos nós quem estamos no controle das coisas... Às 18h30, já estávamos a caminho da Santa Casa e às 19h40, eu já estava entrando na sala de cirurgia e deixando para trás a velha Isis... Alí, naquela sala, minha vida já começava a ser outra. A ficha não caiu... até o momento em que a médica, com muita sabedoria, deu as boas-vindas à minha pequena Elis com as seguintes palavras: “Seja bem-vinda Elis! Que Deus te abençoe, que você seja uma menina cheia de saúde, boa, inteligente e não dê muito trabalho aos papais... Amém, minha gente” Aquelas palavras e o choro, seguido, de minha princesinha me colocaram em transição entre a realidade e o imaginário! Assim, às 20h27, minha PEQUENA FLOR DE LIS já estava entre nós. O sentimento é indefinível... um amor que de tão intenso e puro se assemelha com tristeza... mas, não é tristeza, nem amor, até onde conhecemos... é talvez a catarse estética mais intensa da vida de uma mulher!!! Da minha foi! Ah! Vale a pena destacar que um amigo muito ousado sugeriu que enquanto eu esperava para ter a Elis, escrevesse um texto para o blog, nada mais justo para os seguidores... pena que foi tudo rápido e estava sem notebook, caneta e papel... Mas, tardiamente, está aqui o relato do dia mais importante de mina vida! OBS: Acabo este texto digitando com uma mão só porque minha ELIS acordou para mamar e enquanto espero ela arrotar, finalizo o texto com ela em meu colo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A última semana



Por Isis Correia


Duas colheres de ansiedade, quatro xícaras bem cheias de emoção, algumas lágrimas para dar mais leveza à mistura, uma pitada de medo e doses intensas de carência. É assim que se faz a última semana antes do seu bebê chegar. Entre sorrisos, lágrimas, empolgação, emoções à flor da pele, alternando com algumas cólicas e outros incômodos físicos, a última semana não é das mais fáceis. Tudo tem um tom de despedida... afinal, você não estará mais grávida na semana que vem e todas as atenções que eram dadas à você, esqueça! Seu bebê agora já rouba a cena. Tudo nesta semana é mais intenso, você está mais sensível. Qualquer despedida, comentário sobre o parto, pensamento sobre minha pequena Elis me faz chorar... com um tom de nostalgia daquilo que ainda não se viveu. Agora está na hora de finalizar as lembrancinhas da maternidade, providenciar os últimos retoques no quarto, deixar tudo limpinho e ainda, lembrar de arrumar a roupa do marido para ir á maternidade também. Afinal, descobri ontem que ele também tem que ter a bolsa dele. Ainda tem essa! Mas, tudo é feito numa expectativa tão grande que se torna a última maratona destes últimos nove meses. A alteração de humor é muito grande e isso é a parte que menos gosto neste processo. Todos já começam a rezar e torcer por você. Agora você já tem uma resposta quanto ao nascimento. O sono do papai já não é tão pesado. Eu já estava pensando em dormir com um copo d’água para acordá-lo quando fosse necessário, mas agora, basta uma remexidinha no colchão e ele acorda assustado – “O que foi amor? Está sentindo alguma coisa?”. Nos perguntamos como um grão de areia, se transforma em um bebê, em um pingo de gente, que já começa a mudar nossas vidas desde o primeiro momento, mesmo sem o poder da fala, sem o poder das relações humanas ainda bem definidos. É amar da forma mais pura. É doar-se da forma mais intensa. É colocar o outro em primeiro lugar. Na quinta, estarei indo à médica para definir horário, hospital e os últimos detalhes. Ah! e agora, com 12 quilos a mais, já começo a me sentir bem inchadona e com a cara de bolacha Maria como diz Regina, uma amiga, que também está nessa fase. Mas, depois que Elis nascer, mamar muito, é a hora de cuidar de mim, afinal quero que ela me ache a mamãe mais linda do mundo!!! Última semana... ela sairá de dentro de mim... ai que vontade de vê-la e ao mesmo tempo de deixá-la aqui!!! Vou sentir falta de seus empurrõezinhos e até das alfinetadas!!! Bem... o próximo texto já pode ser sobre o rostinho dela ou a emoção do parto! Talvez o pai escreva primeiro do que eu!!!

terça-feira, 21 de junho de 2011

8º Mês - "Um corte, um movimento..."


Por Fabrício Carvalho

É... faz tempo que não posto nada... correria...mas, vamos lá. Oitavo mês... muito bom saber que chegamos até aqui e está tudo bem com as duas mulheres da minha vida. É muito, mas, muito interessante acompanhar o envolvimento da mãe com o bebê. "Rapaz", às vezes me pego de longe observando as duas no maior do diálogo. Diálogo este, no qual só as duas entendem. Do tipo que um simples movimento da Elis responde uma série de perguntas feitas pela mãe. Eu não entendo nada. Porém, a mãe sabe tudo! E se as duas estão "conversando" e eu chego para atrapalhar o "papo cabeça" (aquele que a mãe fala com voz de criança, tudo no diminutivo... acho que é "MANHÊS"), elas param o assunto. Brincadeira! Mas, é muito bom sentir que no imaginário das duas, elas são uma só, por enquanto; e nestes momentos crescem juntas. Meu amor mais antigo carrega agora meu amor mais novo. Está agora com a barriga ainda maior, só que ainda mais linda. É que Elis está com 47cm na 35ª semana. Grande, né? É filha de pai! Bom... com este barrigão todo, meu amor, está com um andar "diferente", eu diria... "remador"... é engraçado olhar para ela nos corredores do supermercado, vindo no final do corredor, remando de um lado e de outro. É muito lindo! Quando a observo vindo, abro um sorriso (de admiração, respeito e emoção) e ela sorri também, só que me repreende - "pare de mangar de mim!". Eu a observo e sinto algo muito bom. É uma energia muito boa você ver a mulher da sua vida carregando parte das NOSSAS VIDAS. Ah... eu ia me esquecendo! Homens, quando suas esposas grávidas, após terem ido dormir bem, acordarem se sentindo pra baixo, sem roupa, feias... as convidem para ir a um cabeleireiro, dá um corte... um corte que "dê apenas movimento". Meus amigos, melhora 80% do humor. É incrível! Oitenta por cento é uma vantagem... pois a oscilação é intensa. Nada como um bom movimento nos cabelos de uma grávida!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O 8º mês – “Sem roupa... sem movimento...”

Por Isis Correia



Bem... bem... bem... Acho que cheguei na fase que todo mundo falava!!! Já acordo com vontade de permanecer em casa... abro o guarda-roupa e... “putz! Acho que só restam três opções que ainda cabem e mesmo assim, os vestidos começam a ficar curtos para ir trabalhar”... calça não é mais recomendada, afinal além de prender a circulação, por mais que ela seja de gestante, aperta a pequena Elis que já está mais “arroxada” do que nunca. Dormir deitada? Jamais... pega aquele travesseirão e dorme quase sentada, mesmo após ter passado o dia todo no trabalho na mesma posição, praticamente. O resultado é dor nas costas e costela (não sei bem explicar se é na costela mesmo). Os pés já começam a inchar e a ansiedade aumenta junto com eles. Agora só faltam 4 semanas... ou não! Você começa a pensar com quantos centímetros ela está e começa a utilizar objetos para ter noção do tamanho e peso que ela vai nascer. O rosto, mais redondo, declara os quilinhos a mais, mas, não se culpe! Afinal imagine que ela nasce com 3,5kg, pense no peso de ter um cordão enooorrrrmeee dentro de você que também sairá com seu bebê... pronto! Acalme-se digamos que você só engordou metade do que a balança registra de sobrepeso. Sexo... ah sexo!!! Começa a ficar mais complicado agora... abaixar e levantar não é mais tão simples quanto antes... fazer as pernas... passar hidratante, calçar os pé... tudo fica mais complexo e passa a ser uma ação desafiadora. Mas, tudo vale a pena por esta pequena! São só 4 semaninhas de sufoco... em troca de uma vida inteira de dedicação, amor e cumplicidade. Já me sinto pesada... ah e prepare-se, nesta fase as pessoas olham para você e dizem: “eita já está pesada!” e por mais que você saiba disso... você começa a se comparar com um caminhão cheio de areia ou uma hipopótoma (principalmente quando você ver suas fotos deitadas ao chão... tudo esparramado kkkk). Mas, até nisso é divertido. A pior parte para mim está em depender dos outros e ficar mais lenta. Se antes gastava 30 minutos para ir a um lugar, agora no mínimo gasto 15 a mais. Fazer feira em hipermercado é sinônimo de cansaço pós-maratona. Esperar pelos outros, que compreendo, não têm o mesmo tempo que eu, nem as mesmas habilidades para determinadas coisas, ou ainda, a mesma paciência... é que me deixa agoniada!!! Não serei mais a mesma, sem dúvidas, após esta fase... talvez eu seja bem melhor do que o que sou hoje por reconhecer, mais uma vez, que todos temos limitações e que precisamos do próximo para nossa própria sobrevivência. Na reta final... qualquer hora é hora e qualquer tempo é tempo de se permitir aprender consigo mesma e com aquele pequeno ser que já, já, sai de você e passa a ser do mundo! Isso também já é uma grande lição!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Maratona de uma mãe

Por Isis Correia






Entrando na contagem regressiva, e ainda com gripe, talvez a mais intensa de todas que já tive, venho falar um pouco da maratona dos dois últimos meses!!! Após os preparativos para o chá de bebê – decoração, tema, o que servir, quanto gastar, o que pedir e etc, etc, etc – começam as dúvidas sobre que hospital, como será, normal ou cesária... Já contando 7 meses e meio ou cerca de 33 semanas, hoje acabo de responder outras questões, ao preparar a bolsa da maternidade. Perguntas de uma marinheira de primeira viagem – o que devo levar? Será que esta quantidade de lençol, fraldas e roupinhas dará? Chuquinha será preciso? E eu com toda minha fama de exageradaaaa, prefiro pecar pelo excesso! Ou seja, nada de levar só a bolsa grande... prepara a grande e a pequena, além da bolsa da mamãe aqui, que esta ainda nem está pronta!!! Às vezes falta fôlego, mas basta ela mexer daquele jeito mais intenso que tudo vira graça. Agora já dá para sentir uma estrutura mais durinha, só não sei se é a perninha ou o bracinho, ralando na minha barriga e isso me anima! Parece que ela está dizendo EU TE AMO!!! (coisas de uma mãe babona e bobona) Dividir-se entre os preparativos, marido, família, amigos, médico, terapia, trabalho, casa, exames, contaaaasss... ah as contas! e todo o resto de uma longa rotina não tem sido fácil. O bom é poder contar com amigos e algumas poucas pessoas da família. O chá de bebê mesmo, só foi possível graças a ajuda de muitos! E digo, valeu a pena, mais uma vez, por reunir aqueles que amo e gosto de compartilhar os momentos mais magníficos de minha vida!!! Uns ajudaram a colar as bandeirinhas, outros vieram aqui para casa para preparar os comes e bebes, outros se preocuparam na hora da festa em ver se estava tudo “ok”, outros, ajudaram financeiramente e assim tem sido. Elis tem me dado a oportunidade de agradecer a Deus todos os dias por aqueles que Ele me colocou ao redor. O quarto dela, acredito que neste fim de semana esteja pronto, faltando só o berço, que um amigo (tá vendo?! Mais um amigo!!!) nos deu de presente. Pois é, Elis já é abençoada e muito amada pelos mais próximos e por aqueles que a correria diária escolheu deixar um pouco distante, mas que nos estão ligados pelos laços do carinho, amor e respeito. Ainda sem fôlego, começo a pensar na possibilidade de data e hospital... a decisão só será tomada após 16 de junho, quando será minha próxima consulta na obstetra. A preferência por normal continua, mas outras questões acabam interferindo na escolha. O pai está muito ansioso e agora sinto que o amo em dobro. A Elis me faz sentir isso!!! Pois é amigos, a largada já foi dada desde 30 de novembro, mas parece que a hora da vitória, os últimos segundos que definem uma maratona já começaram... e agora, só me resta continuar correndo porque daqui para frente, difícil será diminuir o ritmo... Logo eu, tão sedentária!!! (risos)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Amor de Mãe!!!



Por Isis Correia



Um amor que move montanhas, enfrenta barreiras, acaba com medos, mas constrói novas inseguranças... principalmente, a vontade intríseca de ser uma excelente mãe. No meu primeiro Dia das Mães, com Elis em meu ventre parei para refletir em tudo aquilo que quero ser para ela, almocei em família, recebi mensagens de vários amigos, mas tive o meu momento com ela... chorei ao sentir a relação que já começa a ser construída sem mesmo, ela ter chegado ao mundo terreno. Agora entendo quando falam que o amor de mãe é mais verdadeiro de todos porque ele é construído sem você sequer conhecer o outro ser e ainda, quando este ser ainda é um grão dentro de você. Entre os presentes dados pela minha mãe e minha irmã, um deles me fez chorar e para mim foi o mais importante. Feito em uma cartolina branca, escrito com caneta Bic e com uma foto recortada de revista, meu primeiro cartaz de Dia das Mães me levou às lágrimas. A mensagem era de amor e boas vindas para a Elis. Este simples presente me levou às lembranças de minha infância, quando aprendi com minha mãe a dar valor a estas pequenas coisas. Pensei, já fiz muito cartaz destes e colava na geladeira em frente ao quarto dela, com fotos da família e hoje, ela quem faz para mim. Esta lembrança me fez pensar o quanto minha infância foi boa e o quanto esta fase é importante na construção da personalidade e do caráter do ser. Nos fins de semana, a programação já estava certa, minha mãe ia comigo à uma bomboniere, comprávamos pipoca doce, salgadinhos e guloseimas e ficávamos assistindo filme; ou então, ela fazia um monte de coisas gostosas, colocava o colchão na sala e chamava minhas amigas para assistirem desenho comigo. Foi assim que ficou marcada a história da Cinderela, O Gato de Botas, Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve e tantas outras que fazem parte do que sou hoje. Além disso, a preocupação em dar o melhor que se pode (sem exageros e sem glamour, mas com muito esforço) e a luta para nos mostrar a importância da moral, da boa conduta... Cheguei a uma conclusão. Para Elis, quero ser tudo aquilo que minha mãe foi e é para mim... não que ela seja perfeita... não, não, isso não... porque tem seus defeitos e seus fricotes... mas, o exemplo de amor, de companheirismo, de mulher guerreira, de bom coração, de porto-seguro, de honestidade e integridade moral... é isso que quero que Elis siga e encontre em nosso lar... sem luxos, sem vislumbrações do que é mais caro ou o que está na moda... com os pés no chão e a preocupação, realmente, aonde ela deve estar... em ser uma boa pessoa, forte e sabedora do por quê veio ao mundo... Isso foi o que aprendi com minha mãe e meu pai e é por isso, que finalizo este texto dizendo... MUITO OBRIGADA A ELES!!!

domingo, 24 de abril de 2011

Apesar de tudo ocorrer em você, você não controla quase nada...

Por Isis Correia

Dias de repouso... não sobe aqui... evita subir escada... ficar em pé... sentada demais... e depois de dois textos falando sobre sexo na gravidez, a orientação é: “NADA DE SEXO NESTE PERÍODO”... Por enquanto, são só por 15 dias, mas minha vida não pertence mais só a mim. A obstetra agora tem domínio dela. Logo eu que nunca gostei de ninguém mandando em mim, dizendo o que tenho ou não que fazer - principalmente, quando sei o que devo fazer - já começo a perceber as mudanças que a maternidade traz. Receber 15 dias de atestado médico para ficar de repouso, não trabalhar, e evitar fazer um monte de coisas, inclusive de estar perambulando, não foi nada fácil. Saber mais... da existência de uma bactéria e que a bebê já está com a cabeça na bacia, antes da fase certa, me deixou um pouco assustada. Saí do consultório chorando, mas mais por orgulho ferido e medo do que por acreditar que as coisas iriam dar erradas. Ninguém quer engravidar pensando nas coisas “estarem sob controle” e sim, “tudo normal”, vida normal! Mas, o impacto já passou. Depois dos exames feitos e de saber que Elis está bem, que a tal bactéria não chegou a prejudicar o processo e, apenas, que minha filha é um pouquinho adiantada e afobada (igual a mãe) já me tranqüilizou muito. Agora só converso com ela para ela ter paciência e esperar o tempo certo das coisas, o mundo aqui fora não é tal maravilhoso e seguro como onde ela está, então “espere um pouquinho mais”. Mas, até ela está com mais moral do que eu! Afinal, quem vai decidir a hora de conhecer o mundo aqui fora é ela, que nem tamanho tem! Descobri que na gestação é preciso ter alguns cuidados e aprender a deixar que o mundo se exploda. Tentar fazer o melhor no trabalho, mesmo sem ter as condições ideais e se estressar demais com isso, não vale tanto a pena. Priorizar os fins de semana arrumando a casa, depois de uma semana intensa de trabalho, também não. Se preocupar demais com o que vão pensar, em agradar demais o outro, pior ainda (VOCÊ NUNCA VAI CONSEGUIR FAZER ISSO POR COMPLETO!). Quem quiser que diga que não (“A criança não sente nada!”), mas o “estresse” já começa a interferir na nossa vida, mesmo antes de nascermos. O fato é que com o descanso e com algumas programações “light’s”, os bons resultados já começam a aparecer. Nada de perda de líquido nestes dias!!! E isso já é um alívio... Por isso, um conselho e um aviso: GRAVIDEZ NÃO É DOENÇA, MAS PRECISA DE CERTOS CUIDADOS! Seus limites agora são outros e algumas pequenas coisas podem colocar em risco a fase mais feliz de sua vida. Ainda bem que descobri isso a tempo.